A importância de se sentir ouvido na Terceira Idade
O processo de envelhecimento é uma etapa intrínseca à vida do ser humano. Ainda assim, acaba por ter uma carga negativa, que nem sempre é compreendida e enfrentada da melhor forma.
Há uma altura da vida em que somos levados, pela lei natural, a perceber que a rotina à qual estávamos habituados já não é a mesma. Os dias mudam, o ritmo abranda e surgem novas necessidades a cada dia que passa. E aí, é natural que cada pessoa possa estar mais ou menos preparada para a viver.
Neste contexto da mudança, há algo que se torna fundamental: sentir-se ouvido. Mais do que nunca, um idoso deve sentir que a sua voz tem valor, que a sua história ainda tem importância e que a sua presença ainda faz a diferença naquele seio familiar.
Ouvir um idoso vai muito além da presença momentânea. Implica prestar atenção, demonstrar interesse e, acima de tudo, validar as emoções. Na terceira idade, a escuta torna-se protagonista. E ainda bem que assim o é. Num diálogo caracterizado mais por ser um monólogo, ajuda a combater a solidão e a criar sentimentos de confiança.
Sentir-se ouvido é uma necessidade que o ser humano tem, desde o dia em que nasce até ao dia em que parte. Mas na terceira idade, esta necessidade assume-se como mais relevante, uma vez que está ligada diretamente à dignidade, ao bem-estar e à qualidade de vida.
Mais do que cuidar, essencial que escutemos. Porque no fundo, todos precisamos de sentir que a nossa voz continua a ter importância e lugar na vida de alguém.
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