A importância de manter os laços afetivos, ainda que à distância

Com o avançar do tempo, entramos numa era digital que permite encurtar distâncias. físicas. Facilmente, comunicamos com alguém que esteja do outro lado do mundo.

Apesar de todo o avanço tecnológico, há uma caraterística profundamente portuguesa. Sempre fomos muito ligados ao beijo e ao abraço. E talvez isso se sinta ainda mais aqui no interior, onde a população é mais envelhecida.

E na terceira idade, os laços afetivos tornam-se mais significativos. À medida que o tempo passa, os idosos veem o seu círculo social reduzir. Alguns familiares vivem longe, os amigos de uma vida tornam-se menos presentes e as limitações próprias da idade dificultam os encontros. Assim, os laços afetivos assumem uma importância ainda maior, tornando-se uma fonte de conforto, segurança e esperança.

Um simples telefonema tem o poder de transformar o dia do idoso. Grande parte das vezes nem é o conteúdo do telefonema. É, sim, o facto do idoso saber que ainda tem alguém e algum lugar onde realmente pertence.

Um desenho elaborado por um neto ou uma fotografia acompanhada de uma dedicatória são muitas das vezes os elementos suficientes para contrariar a solidão. Porque o amor verdadeiro encontra sempre caminhos para se manifestar. Quer seja através de uma chamada telefónica ou de uma visita inesperada. O essencial é que uma pessoa idosa nunca deixe de sentir que é amada, valorizada e necessária.

E, num mundo cada vez mais acelerado, manter os laços afetivos é uma responsabilidade. Porque aquilo que mais marca os idosos não são os bens que possuem nem os lugares que visitaram, mas sim as relações que construíram e o amor que recebem.

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